NUPE
ESPAÇO DE ACOLHIMENTO E FORMAÇÃO PARA AS QUESTÕES DA NEGRITUDE
Resumo
O presente artigo visa socializar os resultados centrais da pesquisa PIBIC cujo objetivo geral foi investigar o NUPE em uma unidade da Unesp como espaço relevante para a construção de uma universidade antirracista, mediante análise de sua origem (passado), suas atividades atuais (presente) e propostas (futuro). Considerando os objetivos deste estudo, desenvolvemos a abordagem da pesquisa qualitativa que retrata a complexidade do cotidiano, apresentando uma preocupação maior com o processo em si do que com o produto. Esse estudo utilizou três instrumentos metodológicos: levantamento bibliográfico, análise de documentos e observação participante. Levantamento bibliográfico sobre racismo, educação antirracista nas universidades, autora Lélia Gonzalez e o Movimento Negro Unificado no portal da SciELo. Análise de documentos sobre o NUPE/Unesp (relatórios de bolsistas, projetos de docentes, resoluções e portarias da Unesp) e Observação Participante como membro atuante do NUPE/FCT/Unesp desde 2021.Constata-se a relevância de Lélia Gonzáles e do Movimento Negro Unificado na luta por justiça racial e reconhecimento da negritude como identidade cultural e política no Brasil, que contribuíram no debate racial nas Universidades incentivando e fortalecendo coletivos negros, como o NUPE que data 1999 na Unesp. O NUPE tem contribuído na promoção da luta antirracista, com diversas atividades, como: Café de Preto, Festival Ocupação Preta, Cursos de Formação continuada de profissionais da Educação, Palestras no interior da universidade, Projetos de Pesquisa Acadêmica e de Extensão, Parcerias com escolas em projetos formativos, fortalecimento da temática no Programa de Pós-Graduação em Educação da FCT/Unesp, dentre outras atividades.
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Referências
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