MARIA FIRMINA DOS REIS

PROTAGONISTA DA LIBERDADE FEMININA E ÉTNICO-RACIAL

Autores

  • Samantha Lodi-Corrêa Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Estadual Paulista, Presidente Prudente, SP, Brasil

Resumo

O presente artigo tem como objetivo compreender o protagonismo da educadora maranhense Maria Firmina dos Reis (1825 – 1917) que teve forte atuação em seu contexto histórico lutando por liberdade e por igualdade étnica e entre os sexos, a partir, principalmente, de seu romance Úrsula, o primeiro de seu gênero publicado no Brasil, em 1859. A pesquisa sobre a autora insere-se em um projeto mais amplo, em desenvolvimento, sobre educadoras brasileiras entre os séculos XIX e XX. A metodologia utilizada tem como referência os trabalhos sobre gênero, a epistemologia de estudos feministas na história e a interseccionalidade.  Utiliza-se fontes secundárias, ou seja, trabalhos produzidos sobre a autora, bem como a obra Úrsula, como fonte primária de análise. Observa-se que Maria Firmina dos Reis estava atenta as principais discussões do período em que viveu, principalmente em relação à liberdade, colocando-se claramente como abolicionista diante da escravização, discorrendo sobre as relações inter-raciais e também as relações entre os sexos, que subjugava mulheres aos homens. 

 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ARRAES, Jarid. Heroínas negras brasileiras: em 15 cordéis. São Paulo: Seguinte, 2020.

BEAUVOIR, Simone. O segundo sexo: fatos e mitos. Volume 1. 3 ed. Trad. Sérgio Milliet. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2016a.

BEAUVOIR, Simone. O segundo sexo: a experiência vivida. Volume 2. 3 ed. Trad. Sérgio Milliet. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2016b.

BERSANI, Humberto. Racismo estrutural e direito à desestratificação: um estudo a partir das relações de trabalho. Belo Horizonte: Casa do Direito, 2020.

CRENSHAW, Kimberlé. Documento para o encontro de especialistas em aspectos da discriminação racial relativos ao gênero. Revista Estudos Feministas, v.10, nº 1, pp. 171-188, jan. 2002.

CRENSHAW, Kimberlé. A intersecionalidade na discriminação de raça e gênero. VV. AA. Cruzamento: raça e gênero. Brasília: Unifem, v. 1, n. 1, p. 7-16, 2004. Disponível em: https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/4587063/mod_resource/content/1/Kimberle-Crenshaw.pdf Acesso em 28.05.2021

DALCOL, Mônica Saldanha; ALÓS, Anselmo Peres. [ARTIGO RETRATADO] O mundo da vida e o mundo do texto em Úrsula, de Maria Firmina Reis. Revista Estudos dos Feministas, Florianópolis, v. 27, n. 1, p. e50550, 2019. DOI: https://doi.org/10.1590/1806-9584-2019v27n150550 Acesso em 12/10/2024.

DAVIS, Angela. Mulheres, raça e classe. (trad. Heci R. Candiani). São Paulo: Boitempo, 2016.

DAVIS, Angela. A liberdade é uma luta constante. (org. Frank Barat; trad. Heci R. Candiani). São Paulo: Boitempo, 2018.

DEL PRIORI, Mary (org.). História das mulheres no Brasil. São Paulo: Contexto, 2011.

HOLLANDA, Heloisa Buarque de. (org.) Pensamento feminista: conceitos fundamentais. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2019a.

HOLLANDA, Heloisa Buarque de. (org.) Pensamento feminista brasileiro: formação e contexto. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2019b.

HOOKS, bell. Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. Tradução de Marcelo Brandão Cipolla. 3 ed. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2017.

LEITE, Miriam Lifchitz Moreira. Caminhos de Maria Lacerda de Moura: contribuição a história do feminismo no Brasil. 1983. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 1983. Acesso em: 19/10/2024.

LODI-CORREA, Samantha. Anália Franco e sua ação sócio-educacional na transição do Império para a República (1868-1919). 2009. 180f. Dissertação. (Mestrado em Educação na área de Filosofia, História e Educação) – Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2009.

MACHADO, Maria Helena P. T. Maria Firmina dos Reis: escrita íntima na construção do si mesmo. Estudos Avançados, v. 33, n. 96, p. 91–108, maio de 2019. DOI: https://doi.org/10.1590/s0103-4014.2019.3396.0007 Acesso em 25/10/2024

MILL, John Stuart. A sujeição das mulheres. São Paulo: Escala, 2006.

MORAIS FILHO, Nascimento (Org.). Maria Firmina: fragmentos de uma vida. São Luiz: Comissão organizadora das comemorações de sesquicentenário de nascimento de Maria Firmina dos Reis, 1975. Disponível em: https://mariafirmina.org.br/maria-firmina-fragmentos-de-uma-vida-2/ Acesso em 27/09/2024

OLIVEIRA, Adriana Barbosa de. Gênero e etnicidade no romance Úrsula, de Maria Firmina dos Reis. 2007. 107f. Dissertação. (Mestrado em Estudos literários) – Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2007.

PERROT, Michelle. Minha história das mulheres. São Paulo: Contexto, 2012.

PERROT, Michelle. As mulheres ou os silêncios da história. Bauru, SP: EDUSC, 2005.

RAGO, Luiza Margareth. Do cabaré ao lar: a utopia da cidade disciplinar: Brasil 1890 – 1930. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985.

RAGO, Margareth. “Epistemologia feminista, gênero e história”. In: PEDRO, Joana; GROSSI, M. (org.). Masculino, feminino, plural. Florianópolis, SC: Editora das Mulheres, 1998, p. 21-41.

REIS, Maria Firmina dos. Úrsula e outras obras. Brasília: Câmara, 2018

SANTOS, Katiana Souza. Relações de gênero na segunda metade do século XIX na perspectiva de Maria Firmina dos Reis: análise do romance Úrsula. 2015. 134 f. Dissertação. (Mestrado em Cultura e Sociedade) Universidade Federal do Maranhão, São Luís, 2015.

SCHWARCZ, Lilia Moritz. O espetáculo das raças: cientistas, instituições e questão racial no Brasil - 1870-1930. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.

SILVA, Régia Agostinho da. A mente, essa ninguém pode escravizar: Maria Firmina dos Reis e a escrita feita por mulheres no Maranhão. Leitura: Teoria & Prática. Campinas, Associação de Leitura do Brasil (ALB), v. 29, n. 56, p. 11-19, jun. 2011. Disponível em: . Acesso em: jun. 2023.

Downloads

Publicado

2025-03-29

Como Citar

Lodi-Corrêa, S. (2025). MARIA FIRMINA DOS REIS: PROTAGONISTA DA LIBERDADE FEMININA E ÉTNICO-RACIAL. Caderno Prudentino De Geografia, 2(47), 80–101. Recuperado de https://revista.fct.unesp.br./index.php/cpg/article/view/10910

Edição

Seção

Número Especial - Ocupação Preta: a história de um é a narrativa de todos